MUNDO DAS AVES
CRIAR UMA CONTA

ANUNCIE AQUI
ANUNCIE AQUI A PROPAGANDA E ALMA DO NEGOCIO!!!!!!! ENTRE EM CONTATO criadouro.torres@hotmail.com
AOBC ASSOCIAÇÃO ORNITOLÓGICA DE BARÃO DE COCAIS
Mundo das Aves

FOTOGRAFIA DO MÊS
Participe também
Clique aqui para participar
IBAMA
Mundo das Aves

FEDERAÇÃO ORNITOLÓGICA DO BRASIL
Mundo das Aves

DEIXE SEU RECADO PRA GENTE
DESTAQUES DO MÊS
Destaques do Fórum
Curta nossa página no Facebook.
Buscar
 
 

Resultados por:
 


Rechercher Busca avançada

Julho 2014
SegTerQuaQuiSexSabDom
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031   

Calendário Calendário


Criação de Coleiros

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Criação de Coleiros

Mensagem por IDEALIZADOR em Seg 27 Ago 2012, 20:20

CRIAÇÃO DE COLEIRO

por Aloísio Pacini Tostes
revisata pássaros número 53

Considerações Continuando na linha de bem informar o leitor e na seqüência de dicas sobre a criação dos principais pássaros canoros brasileiros, não poderíamos deixar de mencionar a criação do Coleiro. Sem dúvida, é o mais popular dos pássaros brasileiros, como disse o amigo Epaminondas Jr. em seu artigo no Jornal do Cubivale nº 11. Seu ta­manho diminuto facilita o manejo. É a maior paixão de crianças que gostam de pássaros. Esse lindo pas­sarinho cantador é quase sempre o primeiro tipo de pupilo dos passarinheiros. Foi o meu primei­ro, quando tinha 6 a 7 anos, lá pela minha Manhuaçu. Havia centenas deles por perto de minha casa. Hoje bem mais escasso, mas ainda é, certamente, o que existe em maior número pelo Brasil afora. Conhece-se, pelo menos, quatro formas diferentes: o coleiro de gola e do peito branco, o Sporophila caerulescens caerulescens; o cabe­ça preta do peito amarelo, o Sporophila nigricollis nigricollis; de gola e do peito amarelo, o Sporophila caerulescens hellmayri.
Há ainda citações sobre o Sporophila ardesiaca e o Sporophila melanops, como Coleiro mineiro e Coleiro de Goiás, respectivamen­te. Sobre o cabeça preta do peito branco não há uma clara definição sobre o nome científico. É preciso mais clareza dos técnicos e dos li­vros existentes sobre a questão para se ter a certeza sobre o nome cor­reto. É difícil, também, é conhecer as fêmeas de cada um deles, são idênticas. O mais comum é o de gola, coleira e de peito branco, o de dupla coleira - e é aquele que mais se cultiva, a espécie típica. Afirmam os mais entendidos que é o mais valente e cantador. Conhe­cido também como:
Coleirinha, Coleirinho, Papa-Capim, Coleira ­Coleiro Laranjeira e Papa-Arroz - é um pássaro de porte pequeno, 11 cm de comprimento, envergadura 17 cm, com 14 penas grandes em cada asa. De cor preta chamuscada na cabeça e costas; abdome branco ou amarelo; mos­ca branca nas asas; garganta preta em cima de uma gola branca para ter logo abaixo uma coleira de um preto bastante intenso. Os olhos enegrecidos são circundados com pequenas penas claras, formando um gatinho. Bico é delicado e pos­sui tons amarelados, cor de laran­ja. Há um marcante dimorfismo se­xual: a fêmea tem a cor diferente do macho. Ela é parda, castanho claro, a mesma cor dos machos jovens que vão gradati­vamente se tornando pretos, e já procriam pardos com a idade de 7/8 meses. Distribui-se por grande par­te do Brasil, es­pecialmente o Centro-Sul e paí­ses limítrofes. Na natureza, costu­ma procriar en­tre os meses de novembro e março.
Preferem as beiradas de matas, pomares, pastos, brejos, capoeiras e pra­ças das cidades. É um pássaro territorialista, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica em tor­no do ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie. Canta mui­to e assim delimita seu território. Quando não estão na época da reprodução, contudo, podem ser vistos em pequenos grupos junto com os filhotes. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semen­te de capim verde. Para isso, agar­ram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; são especialistas nisso. Embora o braquiária, seja um capim exótico, apreciam muito sua semente e ele tem ajudado muito como alimen­to. Nos meses de julho e agosto costumam se juntar em grandes bandos, especialmente nos anos de seca prolongada. Nessas ocasiões, o fogo costuma destruir os capinzais fazendo com que os nos­sos queridos pássaros desesperados e famintos procurem os locais onde possam encontrar comida, muitas vezes até no interior das cidades. Seu canto é simples, melodioso e a frase musical tem, em geral, pou­cas notas; entre cinco ou dez. Não repetem o canto, mas retomam muito rápido em alguns casos um a dois segundos de espaço entre um canto e outro. Existe uma infi­nidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui um pró­prio. Todavia, há alguns que são mais apreciados e cultivados pelos criadores. São eles: o tuí-tuí-zero­zero ou tuí-tuí-zel-zel (o mais co­mum), exemplo desse canto está na fita do Cabrito; já nos cantos mais so­fisticados, considerados clássicos, o Coleiro emite a terceira nota, as­sim: tuí-tuí-grom-grom-grom-ze-ze­zel-zel-zell ou tuí-tuí-tcho-tcho­tcho-tchá-tchá-tchaá e outras vari­ações, para frases bem parecidas. A diferença está apenas no enten­dimento e na interpretação de seg­mentos de criadores nas nomen­claturas onomatopéicas das notas. Exemplo desse tipo de canto são as gravações dos Coleiros Mirante e Capricho. Em ambientes domés­ticos a característica principal do Coleiro é gostar de passear e de ser submetido a muita lida, isto é, quanto mais manuseado (mexido) mais canta. E seu desempenho nos torneios de canto e fibra está em relação direta com a dedicação que seu dono lhe dispensa. Depen­de muito disso. É, todavia, de fácil entrosamento e fica muito manso com um pouco de carinho. Em suma, o Coleiro é uma ave muito apreciada por todos os segmentos de passarinheiros e para vários ob­jetivos, especialmente os torneios de canto. Agora, pela Portaria 057 do IBAMA, só podem ser transacionados, sair de casa e par­ticipar de torneios aqueles que fo­rem criados em ambientes domésticos e que tiverem anilha fecha­da, como prova disso. Está aí, tam­bém, a Portaria 118, que é a de criadouro comercial, a pessoa físi­ca ou jurídica que quiser montar um é só falar com o IBAMA, em sua respectiva Supe­rintendência Estadual. Dessa forma, competenos então, reproduzi-Ios em larga escala para poder preservá-Ios e suprir a grande demanda que está aí. Quem quiser e puder praticar a sua procriação, terá, com certeza, sucesso garantido. O Coleiro reproduz-se com mais facilidade que o bicudo e o curió e com uma produti­vidade excelente. É uma ave longeva, vive por volta de trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dis­pensa. A alimentação básica deve ser de grãos, notadamente o alpis­te 50%, painço amarelo 30%, senha 10%, niger 10%, acrescentar periodicamente o painço português legítimo. É salutar que de disponibilize, também, ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à base de 19gr por quilo. Dois dias por semana administrar polivi­tamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d'água. Já sua alimenta­ção especial para a fase de repro­dução deverá ser a seguinte. Quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim pre­parada: 6 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado, 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr por quilo, / Mold-Zap® 1 gr por quilo, / Mycosorb® 2 gr por quilo. Após tudo isso estar muito bem mistura­do, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol" para uma colher bem cheia de farinhada. Dá-­se larvas, utilizando a chamada "praga da granja"; (tipo de Tenébrio molitor, em miniatura, muito co­mum em granjas de avicultura in­dustrial), é a melhor e tem mais digestibilidade. Essa larva é dimi­nuta e condizente com o tamanho do bico do Coleiro. Oferecer até o filhote sair do ninho. É bom, tam­bém, colocar sempre à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia esterilizada e sal mine­ral (tipo aminopan®). Outra ques­tão importante diz respeito ao lu­gar adequado para que eles pos­sam exercer a procriação. Esse lo­cal deve ser claro, arejado e sem correntes de vento. A temperatu­ra ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade relati­va entre 40 e 60%. O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor. A época para a reprodu­ção no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Deve-se utilizar gaiolas de puro arame, com medi­da de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. A tala, a me­dida entre um arame e outro não pode ser mai­or do que 13mm. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser reti­rado todos os dias logo que a fêmea tomar ba­nho. Logo depois se deve retirar a banheira para colocá-Ia no outro dia bem cedo. O ninho, tipo taça, tem as seguin­tes dimensões: 6cm de diâmetro X 4 cm de pro­fundidade, e será coloca­do pelo lado de dentro da gaiola. Pode ser feito de bucha (Luffa cylindrica) por cima de uma armação de arame. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco, assim ela cobrirá o ninho com estes materi­ais. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2. Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. As coleiras podem fi­car bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tá­bua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acon­tecer. Utilizar um macho de exce­lente qualidade, de preferência um campeoníssimo, para 5 fêmeas. Nunca deixá-Io junto pois ele qua­se sempre prejudica o processo de reprodução, e mata os filhotes. O melhor, é colocá-Io para galar e imediatamente afastá-Io da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ni­nho também aos treze dias de ida­de e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 8 meses, ainda pardos, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7º ao 10º dia, com anilha 2,3 mm de di­âmetro - bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Funda­mental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembre­mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimi­gos da criação, e têm as suas ocor­rências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimen­tos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Os tipos de torneio mais comuns são: 1) Fi­bra - os pássaros são dispostos em círculo, a 20 centímetros do outro; aquele que mais cantar no final da prova é o que ganha; 2) Canto li­vre - ganha aquele que mais can­tar em 5 minutos, ele compete so­zinho, não é analisada a qualidade do canto; 3) Canto Clássico - A ave é examinada sozinha durante 5 mi­nutos; ganha aquela que tiver o canto mais perfeito dentro do pa­drão pré-escolhido. Tem sido realizados torneios de Coleiros por quase todo o Brasil; sem poder ci­tar todos, destacamos aqueles que tivemos a oportunidade de pre­senciar ou de ser convidado: Por­to Alegre-RS, Florianópolis-SC SAC, Paranaguá-PR; Jacareí-SP­Cubivale , Ribeirão Preto-SP, Cam­pos-RJ , Cachoeiro do Itapemirim-ES, Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, São Paulo­SP SERCA, Duque de Caxias-RJ. Como vimos, as regiões são as mais di­versas, a paixão é nacio­nal, sem fronteiras.
Por fim, como sem­pre dissemos, não pode­mos deixar de mencio­nar essa importa questão: como em todos os tipos de pássaros canoros, os produzidos domesticamente têm muito mais qualidade do que seus irmãos selva­gens, isto porque pode­remos cruzar os melhores com me­lhores. Esse é o grande fator de incremento e de estímulo da criação. Quem poderá duvidar disso, a se­leção através da genética funcio­na, e funciona bem. É só testar. A confiança da classe é grande, a responsibilidade também, os afici­onados são muitos, a demanda é enorme, as matrizes estão aí, cap­turar é proibido; daí criatórios em ação, o respeito da sociedade e hobby preservado. Agradecemos, pelas informações recebidas dos criadores, Geraldo Magela Belo (11-810 5282), Epaminondas Castaldelli Júnior (11-4304543), do cultivador de canto clássico João da Quadra (16-6334186) e do expert no assunto Mário Correa Leite (12-3581786), o competente Presidente da Cubivale.
Fonte:Criadouro Kakapo

IDEALIZADOR
ADMINISTRADOR
ADMINISTRADOR

Idade: 32
Cidade: BRAZIL

http://www.mundodasaves.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Criação de Coleiros

Mensagem por valdemir em Sex 31 Ago 2012, 12:04

muito esplicativo, gostei.

valdemir
Colaborador
Colaborador

Cidade: Passo de Camaragibe-Alagoas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Criação de Coleiros

Mensagem por Carlos Alexandre em Seg 25 Mar 2013, 12:57

Vale a pena ler de novo!!!

_________________
Carlos Alexandre
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Carlos Alexandre
Moderadores
Moderadores

Idade: 34
Cidade: Belo Horizonte - MG

http://www.canarilqualita.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum